Cães da Aldeia PDF Imprimir E-mail

 

Bem perto de nós, existem duas aldeias indígenas, a Aldeia Tekoá Pyan e Tekoá Ytu. Estão localizadas no Pico do Jaraguá.

Existe um Grupo de Voluntários Independente, que atua nestas aldeias, dedicando finais de semana e feriados para melhor atender os moradores e, principalmente, os animais.

Quando solicitaram minha visita à aldeia, não imaginava
o que iria encontrar.
Chegando ao local, observei que os voluntários estão realizando um trabalho maravilhoso. A receptividade foi muito boa, e o que mais me impressionou foi a consciência que os indígenas têm da necessidade de castração.

Como o trabalho tem sido desenvolvido há algum tempo, muitos animais já estão castrados, porém temos relatos de novos abandonos nas aldeias.

Além de realizar as castrações e atendimentos clínicos dos animais da aldeia, existe a necessidade de um trabalho de conscientização para o “homem branco”, que mora nos arredores das aldeias.

Chegam muitos relatos atuais, diários de pessoas que simplesmente abandonam caixas com filhotes ou amarram cães nas árvores perto da aldeia ou, até mesmo, com os carros em movimento, jogam os cães e gatos pela janela, como se a aldeia fosse um grande depósito de vidas que ninguém mais quer.

Todo esse trabalho está sendo desenvolvido por pessoas voluntárias, com muito amor e dedicação.

Depois de um dia nas aldeias, com muitos atendimentos, muitas conversas, consegui fazer um censo aproximado da quantidade de animais a serem castrados. Cerca de 200. Entre cães a gatos. Domiciliados ou não. Para meu maior espanto, muitas das moradoras das aldeias, se dispuseram a cuidar dos animais no pós operatório, fazendo os curativos e dando as medicações para uma total e saudável recuperação.

Para nos assegurarmos de que todos os animais operados sejam bem assistidos, organizamos um
plano de ação, que consiste em:

1- Realizar as 200 cirurgias em 6 etapas (30 cirurgias por etapa);

2- Priorizar as fêmeas, filhotes, jovens e adultas, caninas ou felinas;

3- Castrar os machos, filhotes, jovens e adultos; Evitando assim, que eles saiam das aldeias em busca de fêmeas no cio, ou que formem matilhas. Evitando também brigas por território;

4- Em cada etapa de cirurgias, retornar no dia seguinte para avaliar os pacientes, completar medicações (quando necessário), e orientar a execução dos curativos;

5- Sempre que realizamos mutirões, nos deparamos com muitas situações clínico cirúrgicas que requerem cuidados especiais. Podem ser:
- fêmeas prenhes;
- piometras (infecção no útero). Necessita de antibióticos extras, e cuidados intensivos;
- cistos e tumores em ovários;
- machos com tumores em testículos, ou criptorquidas (testículos localizados fora da bolsa escrotal);

Todas estas situações clinico cirúrgicas podem ocorrer ou não.


Abaixo, os custos da ação nas Aldeias
Tekoá Pyan e Tekoá Ytu:

Deslocamento em cada etapa:
- 2 deslocamentos, 1 deslocamento para fazer as cirurgias e 1 deslocamento para o pós operatório:  R$ 150,00 (pelos dois);
- castração de cadelas: R$ 80,00
- castração de cães machos: R$ 60,00
- castração de gatas: R$ 60,00
- castração de gatos: R$ 50,00

Como não temos um censo que indique quantas cadelas, cachorros, gatos e gatas temos nas aldeias, os relatórios de atendimentos e cirurgias serão conferidos com  os voluntários presentes no dia do evento.*

*Tudo será publicado no Blog Animais da Aldeia e aqui no site (www.veterinariosnaestrada.com.br). 

Veja como ajudar em DOAÇÕES, aqui no site.

Agradeço a todos desde já!
Juntos, tornaremos este projeto possível e real.

Dra. Amélia Margarida de Oliveira
CRMV 14007 - SP
Dra Anabela Bastos Santos 
CRMV 15294 - SP